GUERREIROS DO ARMAGEDOM

Capítulo 46: A misteriosa curandeira

No capítulo anterior, Ryu, Cindy e Heiko estavam tendo muitas dificuldades para enfrentar Seelas – o líder dos Demônios Mizunan –, devido ao seu enorme poder. Porém, nossos heróis decidem unir suas forças e, num ataque em conjunto, conseguem vencê-lo, finalmente. Apesar de estar bastante ferido, por receber o ataque dos três, Seelas se levanta e tenta atingir Heiko, mas logo é impedido por Ryu. O demônio, então, tenta matar Ryu, mas este o derrota definitivamente.

Vale Sokuma, 20:34h

Cindy e Heiko estão com os humanos que haviam sido sequestrados pelos Demônios Mizunan na entrada da caverna onde os mesmos eram mantidos em cativeiro. Do lado de fora, sentado num barranco, estava Ryu – meio cabisbaixo e bastante pensativo.
_ Não sabemos como agradecer a vocês por terem nos salvado – diz um dos humanos que haviam sido sequestrados.
_ Não precisam nos agradecer. Só cumprimos com nosso dever de guerreiros do Juízo Final – Cindy com um leve sorriso.
_ De qualquer forma, o que vocês fizeram foi algo muito corajoso. Aqueles demônios eram terríveis! – diz outro humano.
_ Isso é verdade. Esses demônios nos deram muito trabalho, principalmente Seelas, com quem lutamos por último – diz Heiko.
_ O mais importante é que todos vocês estão a salvo agora. Já não precisam se preocupar mais – diz Cindy.
_ Bem, mas... O que aconteceu com o amigo de vocês? – um outro humano apontando para Ryu.
_ O Ryu? Bom, ele ficou assim após ter derrotado Seelas. Talvez esteja exausto da batalha – diz Heiko.
_ Não creio que seja isso. Quando Ryu está exausto ele cai no sono – diz Cindy.
_ É, nisso você tem razão. Sempre que surge uma oportunidade ele aproveita e descansa – diz Heiko.
_ Eu vou falar com ele e ver o que é – Cindy novamente.
Então, a garota começa a caminhar na direção de Ryu. Ao chegar perto dele...
_ Hei, Ryu, algum problema?
Ryu: Er... Não, nada não...
Cindy: Não minta pra mim, eu sei que tem algo de errado com você. Você nunca age dessa maneira, principalmente depois que vence uma batalha.
Ryu: Bem, na realidade... É justamente isso que me incomoda.
Cindy: Como assim?
Ryu: Como eu te disse uma vez, lá na Terra meu avô me ensinou Artes Marciais. Foi ele quem me ensinou a lutar.
Cindy: Sim, você me disse uma vez. Mas o que isso tem a ver?
Ryu: Lembro que meu avô me disse muitas coisas sobre as Artes Marciais. Disse que existem vários tipos de luta e diferentes tipos de golpes. Ele também me falou sobre os princípios e as virtudes de um lutador e os fundamentos da luta. Ele me contou que o verdadeiro objetivo de uma luta é educar o corpo, a mente e o espírito, e que nunca devemos usar aquilo que aprendemos para a violência – e isso inclui matar. "Um lutador de verdade jamais deve ter como objetivo matar seus adversários, numa luta." – Essas foram as palavras que meu avô me disse, no meu primeiro dia de treino. Depois que eu lancei meu último ataque contra Seelas e ele parou, eu me senti aliviado, por alguns instantes. Mas depois, ao ver o corpo dele carbonizado... As palavras do meu avô vieram à minha mente, e eu me senti completamente arrasado. Eu me senti culpado por aquilo. Eu nunca havia matado ninguém em toda minha vida...
Ryu abaixa a cabeça e fecha os olhos com força, como se quisesse esquecer o que havia acontecido. Ao mesmo tempo, Cindy senta-se ao seu lado:
_ Olha, Ryu, eu concordo com seu avô. Realmente, um lutador de verdade jamais deve entrar numa luta com o objetivo de matar seu oponente.
_ Então você entende como eu me sinto...
_ Sim, pois já passei por isso, também.
_ Mas então...?
_ Diga-me uma coisa, Ryu.
_ Hum...?
_ Seu avô lhe ensinou a lutar para praticar o bem, não foi?
_ Sim.
_ Pois então, salvar vidas é uma maneira de praticar o bem. Nós entramos nessa batalha contra os demônios para impedir que mais humanos fossem raptados. Nós não lutamos com o objetivo de matar. Porém, algumas vezes, isso é necessário, infelizmente. A morte não está nos planos de ninguém, ela apenas é uma infeliz consequência.
_ É justamente isso que me incomoda. Eu não esperava que nossas lutas terminassem em morte.
_ Eu entendo você perfeitamente, mas, veja bem, Ryu. Se não lutarmos, ou melhor, se não derrotarmos nossos inimigos, mais e mais vidas serão sacrificadas.
_ Cindy...
_ Ao travar uma luta de vida ou morte, lembre-se que você estará fazendo isso para salvar outras vidas. Você estará lutando por uma boa causa.
*Ryu olhando para o horizonte, com um ar de aceitação*
_ Além disso, é provável que aconteça o mesmo quando você for lutar com Tsaguri.
_ Hã? – Ryu virando o rosto bruscamente para Cindy.
_ Neste caso, você não terá escolha. Se Tsaguri não for derrotado, tanto as vidas do Vale do Juízo Final quanto as da Terra serão sacrificadas.
Após dizer isso, Cindy se levanta e começa a caminhar de volta à caverna. Então...
_ Você tem razão, Cindy! Se a minha missão é salvar vidas, eu não posso recuar... Como lutador, não posso fugir.
_ Eu sabia que você entenderia, Ryu – Cindy com um leve sorriso.
_ Bem, então vamos lá! – Ryu mais animado.
Porém, a animação do garoto é tanta, que ele acaba tropeçando numa pedra (tava demorando...):
_ Aai!
_ PAF!
_ É, vejo que ele voltou ao normal... – Cindy com gota na cabeça.
_ Ele é sempre assim? – um dos humanos perguntando para Heiko.
_ Só quando está conosco... – Heiko com gota na cabeça e uma cara de descontente.
_ Já está tarde. É melhor passarmos a noite na caverna – diz Cindy.
_ Tem razão. Vamos – Heiko conduzindo os humanos para dentro da caverna.
_ Mas é seguro passarmos a noite aqui? Os demônios não irão nos atacar? – pergunta um dos humanos.
_ Pelo que sabemos, somente os Demônios Mizunan é que usavam este lugar para mantê-los como reféns. Como já derrotamos todo o clã deles, não temos com o que nos preocupar, pelo menos durante esta noite – diz Heiko.
_ Assim ficamos mais aliviados – diz o mesmo humano.
Então, todos entram na caverna e decidem passar a noite lá. No dia seguinte...
_ Uahhh... – Ryu acordando. Nossa, já amanheceu... Mas onde estão todos?
Então, o garoto caminha até a entrada da caverna e encontra Heiko – parado e olhando para o seu braço direito:
_ Droga... – Heiko olhando para o seu braço direito.
_ O que foi, Heiko? Algum problema?
_ É que eu fiquei sem energia – responde o rapaz.
_ O quê?! – Ryu surpreso e, ao mesmo tempo, assustado.
_ Na última batalha, contra aquele monstro e o Seelas, gastei grande parte da minha energia. Achei que hoje de manhã ela já estaria normal, mas, pelo visto...
_ Droga! Isso é mau!
_ E você, quanto ainda tem de energia? – pergunta Heiko.
_ Vamos ver – responde Ryu.
Então, o garoto começa a se concentrar e se esforça para manifestar sua energia no punho direito:
_ Aahhh!!
Mas...
_ Droga! A minha energia acabou! Mas eu nem a usei tanto assim, na última batalha! – Ryu frustrado.
_ Como você despertou seus poderes há pouco tempo, o volume de sua energia não pôde crescer o suficiente, ainda. Sem falar que você ainda não tem o total controle de seus poderes. Assim, nessa batalha puxada que tivemos, toda a energia que você possuía acabou sendo consumida – explica Heiko.
_ Ai... E mais essa agora... Mas será que não tem um jeito da minha energia voltar ou mesmo aumentar de volume, como você disse?
_ Isso não ocorre tão facilmente. Para que a energia se restabeleça é necessário que o corpo descanse por algumas horas. Já para aumentar o volume de sua energia, é necessário treinar constantemente.
_ Se é assim, vamos treinar! Precisamos aumentar nossas energias!
_ Não é assim que funciona. De nada vai adiantar treinarmos agora, no estado em que nos encontramos. Só estaríamos forçando o nosso corpo.
_ Mas então...?
_ Preste bem atenção, Ryu. Para que a energia se manifeste é necessário que o corpo esteja em condições de recebê-la. A energia provém do espírito, mas, para invocar essa energia, precisamos do corpo. Enquanto o corpo estiver em perfeitas condições, podemos invocar toda a energia espiritual de que dispomos. Porém, quando o corpo está fraco, isso não é possível.
_ Entendo... Então, o jeito é esperarmos.
_ Exatamente.
Nesse momento, Cindy e os humanos que haviam passado a noite na caverna aparecem:
_ Voltamos! – diz Cindy.
_ Onde vocês foram? – pergunta Ryu.
_ Fomos buscar algumas frutas para comermos – responde a garota.
_ Hum, parecem deliciosas... – Ryu olhando para as frutas que Cindy e os outros trouxeram.
_ Escute, Cindy, estamos com problemas – diz Heiko.
_ O que foi? – pergunta a garota.
_ Ryu e eu estamos sem energia – responde o rapaz.
_ O quê? – a garota surpresa.
_ Eu gastei muita energia na última batalha e ainda não me recuperei. O mesmo aconteceu com Ryu.
_ Isso quer dizer que... – diz Cindy.
_ Sim, não podemos nos arriscar, ou então... Teremos que procurar um lugar seguro o quanto antes, e permanecermos nele até que recuperemos nossa energia – diz Heiko.
*Ao fundo aparece Ryu se esbaldando com as frutas*
_ E você, como está de energia? – pergunta Heiko.
_ Acho que não tenho energia suficiente para utilizar técnicas de água, mas ainda posso manifestar meus poderes psíquicos.
_ Menos mal. Se acontecer de sermos atacados pelos demônios, seus poderes terão que atrasá-los – diz Heiko.
*Ao fundo vê-se Ryu se sujando todo, ao comer as frutas* (Aff!)
De repente, um dos humanos se aproxima de Cindy e Heiko:
_ Desculpem, mas não pude deixar de ouvir a conversa de vocês, e, pelo que vejo, estão com alguns problemas.
_ Bem, não é nada tão sério assim – Heiko com um discreto sorriso.
_ Não muito longe daqui, na direção oeste do Vale Sokuma, existe uma espécie de curandeira – diz o tal humano.
_ Curandeira? – Cindy surpresa.
_ Sim, dizem que ela é capaz de curar ferimentos e de restabelecer a energia espiritual de qualquer guerreiro – o humano novamente.
_ Sim, eu também já ouvi falar sobre ela. Parece que o nome dela é Houkana – diz outro humano.
_ Houkana? – pergunta Heiko.
_ Mas eu nunca ouvi falar de nenhuma técnica que recuperasse a energia espiritual – comenta Cindy.
_ Nem eu. Pelo que sei, a energia espiritual só pode ser restabelecida por si mesma. Nem mesmo o Deus Dragão pode fazer isso – comenta Heiko.
_ É possível curar os ferimentos através de técnicas especiais, mas não a energia espiritual – diz Cindy.
_ Bem, mas eu soube que diversos guerreiros foram até ela para recuperar suas forças – comenta um dos humanos.
_ Eu também já ouvir falar sobre ela, mas parece que todos os guerreiros que foram visitá-la desapareceram, depois disso – diz um terceiro humano.
_ Como é? – pergunta Heiko.
_ Isso tudo é muito estranho... Tanto essa tal curandeira quanto esses desaparecimentos – Cindy com ar de desconfiança.
_ Será que isso tem alguma coisa a ver com os demais demônios que estão sequestrando humanos? – pergunta Heiko.
_ Eu não sei, mas seria melhor se investigássemos – diz Cindy.
_ Certo – Heiko balançando positivamente a cabeça. Hei, Ryu, nós vamos partir agora!
Contudo, Ryu estava todo lambuzado com as frutas que comera (eca!):
_ Ai... Eu acho que comi demais...
_ Arghh! – Heiko colocando a mão na testa, numa expressão de nojo.
_ Mas você não tem jeito, Ryu! – Cindy com cara de desaprovação. Nós iremos investigar isso agora, sobre essa curandeira e esses desaparecimentos. Será melhor que vocês se abriguem no esconderijo da Mestra Nayuna – Cindy para os humanos.
_ Nós estávamos à procura desse lugar, quando fomos capturados pelos demônios – diz um quarto humano.
_ Ele fica no Vale da Garganta de Fogo. Não é muito longe, e os demônios não podem localizar o esconderijo – explica Cindy.
_ Está bem. Nós iremos até lá – responde o humano.
_ Digam à mestra que nós três estamos bem, e que logo salvaremos todos os humanos! – diz Heiko.
_ Está certo. Mais uma vez, muito obrigado por tudo – diz um dos humanos.
Então, todos os humanos agradecem aos três e se despedem, partindo em direção ao Vale da Garganta de Fogo, logo em seguida.
_ Bom, o lugar onde essa suposta curandeira vive fica a oeste do Vale Sokuma – diz Heiko.
_ Mas se houvesse mesmo uma curandeira aqui no Inferno, talvez a Mestra Nayuna a conhecesse – diz Cindy.
_ Você tem razão. Se essa tal de Houkana usa alguma técnica para essas supostas curas, certamente deve ser a partir de sua energia espiritual. Com certeza a Mestra Nayuna perceberia a sua energia e nos contaria algo – diz Heiko.
_ Sim, tudo isso é muito estranho. E, também, o fato desses guerreiros desaparecerem, após procurarem-na – diz Cindy.
_ Temos que ir, então, e saber o que está acontecendo, de fato. Hei, Ryu, apresse-se logo! – diz Heiko.
Porém...
_ Eu já estou indoooooooo!
_ PAF! (Preciso dizer o que houve? Acho que não.)
_ Aiai... – Ryu caído no chão.
_ Levante-se logo, Ryu! – Heiko irritado.
_ Tá bom! Tá bom! – o garoto se levantando.
_ Precisamos tomar cuidado, já que vocês dois estão sem energia – diz Cindy.
_ Sim. Vamos, então – diz Heiko.
Então, os três começam a caminhar em direção à região oeste do Vale Sokuma. No caminho, eles passam por uma área cercada por encostas e uma vasta vegetação morta.
_ Nossa, como este lugar é horrível. Deviam fazer uma limpeza aqui de vez em quando – comenta Ryu.
_ Não reclama, Ryu, e ande logo – diz Heiko.
De repente...
_ Hã? – Cindy virando o rosto repentinamente para o alto de uma encosta.
_ O que foi, Cindy? – pergunta Ryu.
_ Não tenho certeza, mas acho que tem alguém nos observando de longe – a garota olhando para o alto da encosta.
_ Droga! Será um demônio? Como estou sem energia, não posso sentir nenhuma presença – Heiko descontente.
_ Não creio que seja um demônio. Eu não senti nenhuma energia espiritual – diz Cindy.
_ Mas então...? Seria um humano? – pergunta Ryu.
_ Talvez sim – responde Cindy.
_ Será que era um dos humanos que estavam conosco? Vai ver ele se perdeu do grupo – diz Ryu.
_ De qualquer forma, não podemos perder tempo tentando descobrir o que é. Temos que seguir em frente – diz Heiko.
_ Tem razão. Vamos – diz Cindy.
Então, os três voltam a caminhar. Instantes depois, mais à frente, eles encontram alguém caído no chão:
_ Vejam! Tem alguém ali! – Ryu apontando para a pessoa que estava caída no chão.
Rapidamente, os três dirigem-se até o local onde essa pessoa estava.
_ É uma menina – diz Heiko.
_ Mas ela não estava no meio dos reféns – diz Cindy.
_ O que será que essa garota estava fazendo nesta área? – pergunta Ryu.
De repente, a garota começa a abrir os olhos:
_ Hã...? Onde estou...?
_ Hei, garota, tá tudo bem com você? – pergunta Ryu.
_ Quem são vocês...? Onde estou...? – a garota meio zonza.
_ Você não sabe onde está? Afinal, o que uma garota como você estava fazendo num lugar como este? – pergunta Ryu.
_ Er... Eu acho que me perdi... Eu estava procurando a caverna da Mestra Houkana e acho que acabei caindo – diz a garota.
Cindy, ao ouvir aquilo, fica desconfiada e pergunta para a garota:
_ E por que você estava atrás da Mestra Houkana?
_ Mas, Cindy... – diz Ryu.
Porém, Cindy o interrompe:
_ Você não está ferida, e, pelo que sei, a Mestra Houkana cuida somente dos feridos.
_ É que ela é minha irmã – responde a garota.
_ Sua irmã?! – Ryu e Heiko surpresos.
_ Eu vim aqui para pegar algumas ervas que minha irmã me pediu, mas acho que me perdi – a garota com um discreto sorriso.
_ Hum... – Cindy com um ar de desconfiança.
_ Este lugar é muito perigoso. Como sua irmã pôde pedir para uma garotinha como você vir até um lugar como este? Andam acontecendo muitos sequestros, ultimamente, por causa de alguns demônios – diz Heiko.
_ Demônios? – a garota surpresa.
_ Ora, não me diga que sua irmã não te falou nada a respeito? – pergunta Ryu.
_ Não – responde a garota.
_ Eu não acredito! Como é possível que...? – diz Ryu.
Porém, Cindy o interrompe novamente:
_ Escute, menina. Nós vamos levar você de volta para sua irmã, está bem?
_ Isso é ótimo! Assim vocês também podem tratar de seus ferimentos com ela – diz a garota.
_ Como sabe que estamos feridos? – pergunta Heiko.
_ Ué? Eu achei que vocês estavam procurando pela minha irmã, também, e que estariam feridos – responde a garota.
Ao ouvir aquilo, Cindy fica ainda mais desconfiada. Contudo, ela rapidamente disfarça:
_ Bem, seja como for, iremos levá-la até sua irmã, está bem?
_ Tá! – a garota com um sorriso no rosto.
_ Eu tenho certeza de que tem algo de muito estranho nisso. Sinto que alguma coisa terrível está para acontecer – pensamento de Cindy.

Então, os quatro seguem em direção à região oeste do Vale Sokuma. Que tipo de pessoa será Houkana? E por que Cindy está tão desconfiada?

Continua...

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